quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Diotima de Mantinea


Diotima de Mantinea foi uma filósofa e sacerdotisa grega com papel importante no Banquete - Symposium - de Platão. Sua filosofia está na origem do conceito platônico de amor e os diálogos de Platão são a única fonte sobre Diotima, dando origem à dúvida se ela, de fato, existiu.


sábado, 13 de julho de 2013

Os quatro temperamentos


Hipócrates, pai da Medicina, dividiu as pessoas em quatro Temperamentos. Eles são como "temperos" que formam o jeito de ser de cada um. Se soubermos qual deles é mais forte dentro de nós, podemos trabalhar os defeitos, investir nas qualidades e traçar um Plano de Crescimento. Por isso, vamos conhecê-los:
SANGUÍNEO (Extrovertido)
COLÉRICO (Vontade forte)
MELANCÓLICO (Mais fechado)
FLEUMÁTICO (Calmo)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Vinícius de Moraes - 33 anos sem o 'poetinha'


Soneto de despedida

Uma lua no céu apareceu 
Cheia e branca; foi quando, emocionada
A mulher a meu lado estremeceu
E se entregou sem que eu dissesse nada.

Larguei-as pela jovem madrugada
Ambas cheias e brancas e sem véu
Perdida uma, a outra abandonada
Uma nua na terra, outra no céu.

Mas não partira delas; a mais louca
Apaixonou-me o pensamento; dei-o
Feliz - eu de amor pouco e vida pouca

Mas que tinha deixado em meu enleio
Um sorriso de carne em sua boca
Uma gota de leite no seu seio.


Para conhecer mais sobre o nosso saudoso 'poetinha':




sábado, 29 de junho de 2013

O Baú do Joanes homenageia Raul Seixas

Se Rock 'n' Roll do Brasil tem um rei, com certeza ele é Raul Seixas. Ele faria 68 anos ontem, 28 de junho de 2013. Nasceu na Bahia, em Salvador, em 1945. Morreu em São Paulo, em 1989, no dia 21 de agosto. Em sua carreira de 26 anos lançou 21 discos. É conhecido como 'o pai do Rock Brasileiro' e 'Maluco Beleza'.
O nome desse blog já é uma homenagem ao Raul Seixas. Me lembro dele cantando nos programas de TV, em 1973. Se apresentando em festivais, cantando "Let me sing My Rock and Roll" e "Eu sou eu e Nicori é o diabo". O disco Krig-ha, bandolo! foi um grande sucesso, com músicas como "Ouro de tolo", "Metamorfose Ambulante" e "Al Capone". O álbum O Baú do Raul é um álbum póstumo de Raul Seixas com músicas que vão de 1963, com o grupo The Panthers (mais tarde Raulzito e os Panteras), até 1980. 

Raul Seixas na Internet



"Ouro de Tolo"




sábado, 22 de junho de 2013

Facínora - A Cia2 de Teatro e o Teatro que faz pensar


RELEASE DE FACÍNORA
A Cia.2 de Teatro volta em cartaz com o espetáculo FACÍNORA no Centro Cultural Parque das Ruínas em Santa Tereza 
A companhia, que teve sua estréia  em 1994 com o espetáculo "ALIVE" no Espaço III do Teatro Vila Lobos no Rio de Janeiro, e depois de participar de vários festivais internacionais e no Brasil, volta em cartaz no Rio de Janeiro com o espetáculo FACÍNORA para o público adulto.
Facínora é um espetáculo de humor negro que faz uma crítica cruel a intolerância humana. Pelos próprios predicativos que o nome título associa-se: perversa, cruel, má, desalmada – a personagem foco (Bruno Caldeira) é a própria versão desses adjetivos, e destila com veemência e sarcasmo toda a sua ironia e intolerância contra a sociedade e opiniões públicas. Porfírio (Gustavo Rizzotti), seu marido – mudo, e por vezes, cáustico e patético – representa a sociedade cúmplice.
A Cia. 2 de teatro foi fundada em 1994 pelos mineiros Gustavo Rizzotti e Frederico Magella, integrando o atorBruno Caldeira em 2005. Premiada na capital do Chile, a Cia.2 é vista hoje como uma companhia de primor internacional.Foi a primeira Cia. Brasileira a se apresentar na Rússia com o espetáculo “QUE BICHO ÉSSE?”, abrindo o MINIFEST-2000 na cidade de Rostov-on-don, e obteve grande êxito de público e críticas nos países: Equador, Bulgária, Tunísia, Turquia, Argentina, Chile, Peru, México, Colômbia e Venezuela. Inserido em uma linguagem própria, o repertório da companhia inclui trabalhos experimentais multifocais, utilizando os recursos da performance, da dança-teatro, do teatro físico, teatro gestual, teatro de imagens, pantomima, clow, ilusionismo, animação de objetos, com interferência das artes plásticas e linguagem do teatro contemporâneo. Aqui no Brasil, recentemente a dramaturgia ganhou força com os espetáculos “Réquiem para um sonho” (uma adaptação do filme de Darren Aronófsky) no Espaço Cultural Sérgio Porto no Rio de Janeiro com grande sucesso de público e crítica, e “Zigg & Zogg”: eleito pela revista Veja em 2012, entre os 05 melhores espetáculos infantis em cartaz no Rio de Janeiro. Seguindo sua linha original do “teatro provocativo”, o texto toma frente agora com a personagem “Facínora”, sem deixar de buscar na criação, uma linguagem cênica diferenciada. “Cruel, corajoso, vanguardista, revolucionário e ousado” (palavras essas do próprio público especializado)FACÍNORA é o décimo texto escrito por Bruno Caldeira, em contrapartida ao décimo trabalho realizado pela Cia.2. O espetáculo estreou em 2010 no prestigiado VAC – Verão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, um evento importante no quadro cultural de Minas Gerais, onde gerou polêmica, e foi convidado a ser pauta de estudo como tese final de mestrado em Gestão Cultural pela advogada Flávia Leão. Segundo ela: “As frases ditas pela personagem no espetáculo são fortes e questionadoras. Levam o público a pensar”.
No Rio de Janeiro, o espetáculo fez temporada na Casa de Cultura Laura Alvim em 2011, e em 2012, no Galeria Café e no Centro de Artes Calouste Gulbenkian.

SERVIÇOS:
FACÍNORA – Texto: Bruno Caldeira. Direção coletiva de Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti – Com: Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas - Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa - Telefones: 21. 2215-0621 | 21. 2224-3922

Comédia de humor negro que faz uma crítica cruel a intolerância.
Temporada: de 28 de junho a 07 de julho-Sexta a domingo - às 19:30 - R$20,00
Classe artística - R$10,00
Não recomendado pra menores de 16 anos.

FICHA TÉCNICA
Autor: Bruno Caldeira
Elenco: Bruno Caldeira (Facínora) e Gustavo Rizzotti (Porfírio)
Cenário, figurinos e trilha sonora: Bruno Caldeira
Iluminação: Gustavo Rizzotti
Direção: Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti
Coordenação de produção: Frederico Magella
Realização: Cia.2 de teatro
Frederico Magella
Contatos: 21. 2549-8015 | 21. 83764930
fredericomagella@yahoo.com.br







sábado, 11 de maio de 2013

Salvador Dalí - o gênio da pintura surrealista faz aniversário

Para mim ele é o maior pintor de todos os tempos. Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol, Salvador Dalí. Nasceu e morreu na cidade de Figueres, Espanha. Nos dias 11 de maio de 1904 e 23 de fevereiro de 1989. Além de pintor, Salvador Dalí foi cineasta, fotógrafo, cenógrafo, escultor, poeta, excêntrico, instigador.


Em seus 84 anos de vida Dalí produziu quadros (mais de 1500), ilustrações para livros, litografias, desenhos para cenários e trajes de teatro, desenhos e esculturas. A sua obra mais conhecida é o quadro "A Persistência da Memória, de 1931:


Juntamente com o mestre do cinema Luis Buñuel, produziu o filme "Un chien andalou" (https://www.youtube.com/watch?v=BIKYF07Y4kA). Um filme surrealista de 17 minutos, realizado em 1928, e considerado o maior representante do cinema experimental surrealista.

Para saber mais sobre Dalí:





quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março - Dia Mundial da Poesia



E agora José?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?

Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,

a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia

e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;

quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.

José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....

Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!

José, para onde?


segunda-feira, 4 de março de 2013

Miriam Makeba - Uma linda voz contra o racismo


O Doodle do Google homenageia, hoje, Miriam Makeba, ícone da luta contra o Arpatheid, regime racista da África do Sul. Felizmente, depois de muita luta, extinto. 
Zenzile Miriam Makeba foi uma cantora sul-africana também conhecida como "Mama África" e grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid na sua terra natal. 
Ela nasceu em 4 de março de 1932. Faleceu em em 9 de novembro de 2008. Hoje, portanto, ela faria 81 anos.
Seu maior sucesso foi a música Pata Pata. Escute esse símbolo da luta pela liberdade em uma postagem no Youtube:

domingo, 3 de março de 2013

Hectare, o que é e quanto vale?

No Sistema Internacional de Unidades de Medida (SI), a área equivalente a 100mrecebe o nome de are. Quando nos referimos a áreas de chácaras, sítios e fazendas podemos usar o múltiplo hectare, símbolo ha, equivalente a 100 ares ou 10.000m2. Entretanto, no Brasil são usadas outras unidades de áreas agrárias. Em Minas Gerais e em Goiás é comum o uso do termo alqueire, equivalente a 4,84 hectares. Em São Paulo, porém, um alqueire corresponde 2,42 hectares. Existe, ainda, o alqueire do Norte, equivalente a 27.225m2 ou 2,7225 hectares.
Os agricultores, por exemplo, fazem uso de fertilizantes e de agrotóxicos, seguindo orientação  de pessoal técnico. Considerando-se que a quantidade do produto a ser aplicado num local pode variar conforme a medida da área, o agricultor pode vir a ter grandes problemas em sua plantação, caso não esteja acostumado ao sistema de medidas utilizado em sua região.
Não é difícil concluir que a falta de padronização nas unidades de medidas de áreas pode trazer transtornos para a indústria, o comércio e a sociedade em geral.



Fonte: Física - Ciência e Tecnologia - Paulo Cesar M. Penteado e Carlos Magno A. Torres - Editora Moderna - São Paulo - 1ª Edição - 2005 - pag. 17





quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Contos Africanos



UMA IDEIA TONTA



Um dia a hiena recebeu convite para dois banquetes que se realizavam à mesma hora em duas povoações muito distantes uma da outra. Em qualquer dos festins era abatido um boi, carne que a hiena é especialmente gulosa. 
- Não há dúvida de que tenho de assistir aos dois banquetes, pois não quero desconsiderar os anfitriões. Também as oportunidades de comer carne de boi não são muitas... mas como hei-de fazer, se as festas são em lugares tão distantes um do outro? 
A hiena pensou, pensou... e, de repente, bateu com a mão na testa. 
- Descobri! Afinal é simples... disse ela, muito contente com a sua esperteza. 
Saiu à pressa de casa. Assim que chegou ao local donde partiam os dois caminhos que levavam aos locais das festas, começou a andar pelo caminho que ficava do lado direito com a perna direita e pelo caminho que ficava do lado esquerdo, com a perna esquerda. 
Pensava chegar deste modo a ambas as festas ao mesmo tempo. Mas começou a ficar admirada de lhe custar tanto caminhar dessa maneira. E fez tanto esforço, que se sentiu dividir em duas de alto a baixo. 
Coitada, lá a levaram ao médico que a proibiu, desde logo, de comer carne de boi durante um mês. 

É muito tonta a hiena!

Fonte: http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-cenap/publicacoes/caderno%20de%20apoio%20a%20pratica%20pedagogica%20contos%20africanos.pdf

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A serpente que dava ouro


Era uma vez uma cidade chamada Canti, e sobre a qual reinava um rei chamado Canaiasen. Frequentava o palácio deste rei um brâmane muito sábio que lia traduções comentadas do Maabárata e dos puranas. Ao princípio, lia-as apenas para o monarca, depois passou a lê-las para toda a família real, e mais tarde para os nobres da Corte. Assim iam as coisas quando um dia o brâmane começou a ler, sozinho, num jardim, com voz e cantos melodiosos. Neste jardim vivia uma serpente. Havia no jardim uma panela cheia de ouro, e nela habitava a serpente. Esta serpente ouviu a leitura, a voz do leitor e o seu canto melodioso. Rastejou para fora da panela, e ficou-se a escutar a leitura. E sentindo o encanto da leitura, tomou uma das moedas de ouro, depô-la diante do leitor, e em seguida regressou à sua vivenda. No outro dia o leitor leu para a serpente um trecho muito grande, cantando-o com sua voz harmoniosa, e a serpente voltou a depor ante o brâmane uma moeda de ouro. Desde então, o brâmane passou a ler naquele jardim, todas as manhãs. E assim aconteceu que a serpente passou a gostar mais do brâmane do que de qualquer outro homem; ao retirar-se aquele, dava-lhe sempre uma moeda de ouro. Mas além do brâmane leitor, ninguém mais conhecia a gentileza da serpente. Assim estavam as coisas quando chegou um irmão de Devadata convidando-o para uma boda, pois a irmã de ambos, que vivia noutra aldeia, casava um filho. Bavadata escusou-se:
- Não posso ir. Tenho de ler para o rei.
Mas na realidade não queria perder uma só oportunidade de ganhar o ouro da serpente, e por isso não ia, não querendo que ninguém ficasse a par da história. Por esse motivo disse:
- Leva uma cunhada e teu sobrinho. Eu não posso ir.
Mas o irmão dirigiu-se ao rei, e pediu:
- Permite que meu irmão viaje.
E o rei disse a Devadata:
- Podes ir.
Então Devadata, que tinha um filho de vinte e cinco anos, muito instruido, levou-o consigo ao jardim e mandou-o ler próximo ao lugar onde vivia a serpente. A serpente ficou satisfeita; saiu da panela e ficou escutando. E o pai disse ao filho:
- Não contes a ninguém. Faze uma leitura diária. A serpente dar-te-á sempre uma moeda de ouro. Mas que ninguém saiba uma palavra.
Assim o aconselhou, e a serpente deu a sua moeda de ouro. Devadata pôs-se a caminho com a sua família, ficando seu filho. Primeiro lia para a serpente, e depois lia para o rei. Passaram assim três dias. Então pensou o filho do sábio.
- Dá-me sempre uma moeda de ouro. Isto significa que possui uma grande panela cheia de moedas. Preciso pegar a panela.
Concebeu este plano insensato, e um dia levou consigo um bastão, escondeu-o debaixo da almofada em que se sentava, e iniciou a leitura. Terminada esta, a serpente depôs no chão a moeda de ouro e preparava-se para rastejar até à sua vivenda, quando o sábio levantou contra ela o seu bastão, abatendo-a na cabeça. Como consequência do golpe, quebrou-se a pedra preciosa que a serpente levava na cabeça (*). Esta, enfurecendo-se, voltou-se sobre si mesma e mordeu o sábio e, depois de mordê-lo, regressou à sua vivenda. O filho do brâmane morreu da mordida. Dez dias depois estava de volta o velho sábio. Voltou a ler para a serpente e esta, então, de sua vivenda, gritou-lhe a seguinte estrofe em sânscrito:
- Estou triste porque se quebrou a minha pedra preciosa, e tu lamentas a morte de teu filho. De onde há de vir o amor quando o coração está destroçado? Leitor: fecha o teu livro!
Fonte: Contos Indianos, de Fernando Correia da Silva, Livros de Bolso, Edições de Ouro, Rio, 1966

Um poema de Manuel Bandeira

A onda a onda anda aonde anda a onda? a onda ainda ainda onda ainda anda aonde? aonde? a onda a onda Manuel Bandeira  BANDE...